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Público LGBT movimenta a economia em Teresina em bares, boate e casas de shows

O empresário que abrir os olhos para esse exigente mercado, fará bom proveito

Você sabia que o público LGBT movimenta até U$$ 3 trilhões em todo o mundo? No Brasil, eles não ficam atrás no quesito ostentação: são U$$ 75 bilhões por ano. Geralmente solteiros, sem filhos e com uma carreira consolidada, os homossexuais, bissexuais, lésbicas e transexuais ocupam boates, agências de viagens e mercado de cultura.

Em Teresina, não é diferente. Com um mercado aquecido para a noite alternativa, a cidade conta com duas boates, um pub e pelo menos três bares declarados com as cores do arco-íris. Mas será que os empresários estão atentos a este mercado em ascensão, que cresce em todo o mundo?

Para Dani Jales, DJ e promoter de festas alternativas há mais de 10 anos, é inquestionável o grande público LGBT em Teresina. “Qualquer empresário do setor, seja bar, boate, Pub ou casas de show, hoje contam que um terço dos seus clientes sejam LGBT. Ainda que não sejam sensíveis à causa, o empresário está interessado naquele dinheiro”, define.

Jales afirma que “qualquer pesquisa de mercado vai mostrar que os gays, não necessariamente bem sucedidos, gastam muito dinheiro”. “Isso se deve ao fato que o dinheiro deles, na esmagadora maioria, é só deles. Isso porque são solteiros, sem filhos. O mercado, em crise, está de olho nesse dinheiro. O pink money é uma realidade no mundo todo. Teresina só está acompanhando a tendência”, acrescenta a promoter.

Dani Jales trabalha com um grupo empresarial que gerencia uma boate, um pub e um bar alternativo de Teresina. Apesar da concorrência, ela acredita que há espaço para todos neste mercado. E diz que a capital piauiense é destaque quando comparada aos estados vizinhos. “Teresina não é uma cidade de praia, não tem fluxo turístico e não chega a um milhão de habitantes. Se a gente levar em conta a população LGBT, posso garantir que estamos bem servidos de opções. Muitas cidades turísticas, como nossas vizinhas Fortaleza e São Luís, hoje não tem casas específicas para esse público”, considera.

“Um público exigente”, aponta a promoter

Dani Jales defende que é preciso estar sempre atualizado para captar o público gay, que costuma ser ainda mais exigente que o público dito “hétero”. “O segredo é sempre se reinventar e estar atento ao movimento do mercado do entretenimento. Se você tem dinheiro pra investir, mas não faz uma pesquisa constante de mercado, você vai fechar as portas. O público gay é gastador, mas é muito exigente”, explica.

A promoter afirma que o público LGBT possui mais discernimento na hora de buscar um serviço. “Acredito que seja um público que viaja mais, que conhece melhor outras culturas e serviços, que gasta mais com o seu próprio prazer e bem estar. Eu mesma posso servir de exemplo: se eu for ao restaurante da moda, mas não for bem atendida, eu não volto lá. Já perdi as contas de lugares que deixei de frequentar por não gostar do serviço. O gay está atento aos detalhes. O empresário que abrir os olhos para esse exigente mercado, fará bom proveito do pink money”, finaliza.

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