Política

Empresa que vai administrar água e esgotos em Parnaíba vira réu em ação em SP

O processo sobre fraudes em licitações é na cidade de Ribeirão Preto

O prefeito Mão Santa quer a todo custo colocar uma empresa na cidade de Parnaíba, 350 quilômetros de Teresina, para administrar os trabalhos de água e esgotos na cidade litorânea, e tirar a empresa Agespisa, que faz esse prestação de serviço em todo o estado do Piauí.

O mais curioso é que justamente a empresa que Mão Santa quer que faça esse trabalho em Parnaíba, está atravessando um verdadeiro inferno astral. Está sendo investiga pelo Ministério Público e pela Polícia Federal em Ribeirão Preto, São Paulo.

Veja o decreto do prefeito de Parnaíba, Mão Santa.

Decreto do prefeito de Parnaíba, Mão Santa,

A Polícia Federal e o Ministério Público encerraram a primeira fase de investigações da Operação Sevandija, com o inquérito concluído na semana passada e os últimos mandados de prisão expedidos na segunda-feira (12), em Ribeirão Preto (SP), no total 31 denunciados se tornaram réus no processo, entre secretários do governo Dárcy Vera (PSD), vereadores, empresários e advogados.

Com a coordenação da PF em conjunto com o Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MP, a Operação Sevandija apura fraudes em contratos de licitações da Prefeitura de Ribeirão Preto, estimados em R$ 203 milhões. Dos 16 presos até agora, quatro foram liberados.

A investigação aponta para a prática dos crimes de organização criminosa, crimes de fraude em licitação, corrupção passiva e ativa e peculato (desvio de dinheiro público por funcionários públicos). A denúncia foi acatada pelo juiz Lúcio Alberto Enéas da Silva Ferreira, da 4ª Vara Criminal.

A investigação foi dividida em três frentes sendo elas: envolvendo o Departamento de Água e Esgoto (Daerp), a Companhia de Desenvolvimento Econômico (Coderp) e o pagamento de honorários advocatícios.

Por se recusar a responder 82 dos questionamentos feitos pela Polícia Federal durante a elaboração do inquérito e não colaborar com as investigações, Santos teve a prisão preventiva decretada na sexta-feira (9).

Rovani também teve a prisão preventiva expedida e a Justiça negou o pedido de prisão de Walter Gomes, por considerar que o vereador não oferece prejuízo às investigações.
A defesa de Santos não foi localizada para comentar o assunto. O advogado de Rovani, Júlio Mossim, informou que vai entrar com pedido de habeas corpus. Ele também representa o vereador Walter Gomes, que aguarda decisão de um pedido na Justiça para poder voltar ao cargo.

Todos os denunciados que ocupavam cargos públicos devem cumprir medida cautelar e estão suspensos das funções, para evitar que servidores e vereadores continuem tendo acesso “à cena do crime”, segundo determinação da Justiça.

Empresários e gerentes da empresa Atmosphera Construções e Empreendimentos, Marcelo Plastino, Paulo Roberto e Alexandra Martins também cumprem prisão preventiva por suspeita de fraude em contratos com a Prefeitura. A defesa deles informou que vai entrar com pedido de habeas corpus.
Entre os envolvidos está o senhor Djalma Benedito da Silva Brandão que também responde pela empresa “Água Forte” que vem prestando serviços na CIS – Companhia Ituana de Saneamento- desde o início da gestão da CIS na cidade.

No evento de inauguração da CIS em fevereiro deste ano um grupo de manifestantes estava em frente ao prédio onde hoje é sede da Companhia no município e buscaram alertar a administração municipal sobre as questões jurídicas que o senhor Djalma já enfrentava na justiça, mas foram ignorados na ocasião e também não foram atendidos pelo prefeito municipal à época.

Tentamos contato com a CIS através de sua assessoria de imprensa na tarde de hoje, mas através do funcionário da comunicação do órgão, Rafael, não conseguimos qualquer esclarecimento, pois o mesmo alegou que todos haviam tomado conhecimento dos fatos naquele momento e que irão emitir uma nota sobre o assunto.

Velho Conhecido…
Em pesquisa realizada o “Tá na Mão” constatou que o senhor Djalma Benedito já presta serviços no setor de água e esgoto no município de Itu há muitos anos. Trata-se do mesmo que realizava o mesmo tipo de serviço na cidade, mas com outra empresa, na época que a detentora da concessão da água e esgoto em Itu era de responsabilidade da empresa “Águas de Itu” e depois continuou com a “Eppo Águas”.

Essa e outras notícias você confere no site: www.tanamaoitu.com.br

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