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Desembargador Eurivan Lopes não aceita provas colhidas pela polícia na morte Aretha Dantas

A defesa de Paulo Alves dos Santos Neto argumenta a ilicitude de provas sem autorização

A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) decidiu, nesta quarta-feira (10), reconhecer a nulidade do procedimento de busca e apreensão realizado na casa do acusado de matar a cabeleireira Aretha Dantas. Ela foi morta pelo namorado Paulo Alves dos Santos Neto no dia 14 de maio do ano passado.

Com a decisão, que deve ser publicada no Diário Oficial da Justiça nas próximas horas, as provas colhidas no local devem ser retiradas do processo. Segundo a nossa reportagem da TV NILS apurou, a defesa alegou que a polícia não tinha autorização judicial para adentrar o imóvel.


Ex-companheiro de Aretha e suposto assassino, Paulo Alves dos Santos Neto

Na casa de Paulo foram encontrados uma carta, e o carro usado para levar o corpo de Aretha até a avenida Maranhão, A defesa de Paulo Alves dos Santos Neto argumenta a ilicitude de provas desde junho do ano passado onde foi achada. O veículo tinha marcas de sangue nos bancos.

A defesa de Paulo Alves dos Santos Neto argumenta a ilicitude de provas desde junho do ano passado. Outro ponto defendido é a insanidade mental do acusado.

O advogado de acusação disse que o sentimento é de indignação. “Estamos bastante indignados com essa decisão, pois foi feito todo um trabalho de investigação, de coleta de provas no dia. Foi feito o que estava dentro da lei. Infelizmente a defesa conseguiu retirar essas provas do processo”, afirmou Marcos Nogueira.

Foto: Arquivo pessoal

O corpo da cabeleireira Aretha Dantas foi encontrado na manhã do dia 15 de maio na Avenida Maranhão com perfurações e sinais de atropelamento. A vítima foi achada sem documentos que pudessem identificá-la e posteriormente a família, que sentiu falta da mesma, fez a identificação através das tatuagens no corpo. Aretha saiu de casa na noite do dia anterior sozinha para fazer um lanche próximo da sua residência no bairro Saci e não voltou mais. Ela morava com a avó e foi velada na casa do pai, Aldir Claro, no Bairro Bela Vista, também na zona Sul.

O que diz o pai de Aretha

Audir Claro, esse é o nome do pai da jovem assassinada. Seu Audir disse que está muito triste com a decisão da justiça em não aceitar as provas colhidas pela polícia quando do assassinato de Aretha. Disse ainda que se Paulo Alves dos Santos Neto sair da cadeia, vai cometer outros crimes. “Estou querendo entender o motivo desse desembargador não aceitar as provas que ocasionou a morte de minha filha, vamos recorrer e vê no que vai dar”, disse ele.

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