Cidade

Terceirizados do Hospital Getúlio Vargas paralisam atividades por atraso em salários

Alegam que está há quatro meses sem receber salários, vale-transporte e tickets alimentação

Os trabalhadores que prestam serviços através de empresas terceirizadas no Hospital Getúlio Vargas, Centro de Teresina, paralisaram as atividades devido ao atraso de salário da categoria.

Um funcionário afirma que está há quatro meses sem receber salário e está quase passando necessidades devido ao atraso no pagamento das empresas terceirizadas.

“Vai fazer quatro meses sem receber dinheiro, estou quase passando fome, minhas contas de cartão, energia, água tudo atrasado. Está atrasado vale-transporte, tickets-alimentação. Só lembrando que todas as empresas terceirizadas, quando a gente liga pedindo informação, a resposta é que não há previsão”, ressalta o prestador de serviços.

No Hospital Getúlio Vargas (HGV), os trabalhadores na área de serviços de limpeza e os maqueiros paralisaram desde a quarta-feira (24). No entanto, a direção do HGV divulgou nota na tarde desta quinta-feira (25), afirmando que 30% dos servidores estão trabalhando normalmente, dando prioridade às clinicas com pacientes graves, como UTI, Hemodinâmica, Hemodiálise e Centro Cirúrgico.

Ainda de acordo com a direção do hospital, mesmo com a paralisação, os serviços essenciais estão mantidos.

Confira a nota do HGV:

NOTA

A direção do Hospital Getúlio Vargas (HGV) informa que com a paralisação dos terceirizados, os serviços essenciais tem sido mantidos, com 30% do pessoal trabalhando, dando prioridade às Clínicas com pacientes graves, UTI, Hemodinâmica, Hemodiálise e Centro Cirúrgico. O HGV é o maior hospital público do Estado e não pode paralisar suas atividades. Diariamente realiza cerca de 40 cirurgias e 800 atendimentos ambulatoriais. 

Já a Secretaria de Fazenda disse por meio da assessoria de comunicação, que através de reunião com as empresas terceirizadas negociou os débitos as mesmas e já iniciou o processo para regularizar os pagamentos.

MPPI ingressa com ação para retomada de obras de ampliação de leitos de UTI do HGV

O Ministério Público do Estado do Piauí ingressou com uma Ação Civil Pública para retomada de obras de ampliação de leitos de UTI do Hospital Getúlio Vargas.

Em 2017, a Secretária de Saúde do Estado do Piauí (Sesapi) informou à Promotoria que estava prevista a implantação de 20 novos leitos para acomodar novos pacientes. Devido o fato, foi instaurado o Inquérito Civil Público para acompanhar a instalação. Em maio do mesmo ano, a empresa “Rio Brasil Construções LTDA” celebrou o contrato, tendo 150 dias para a conclusão das obras.

No entanto, até o fim do ano, a Comissão de Engenharia, Arquitetura e Fiscalização de Obras do HGV comunicou que apenas 14% das unidades de terapia intensiva foram construídas. Sendo assim, foi pactuado um Termo Aditivo para prorrogar o prazo de execução da obra por mais 150 dias.

Após esse fato, já em outubro de 2018, foi realizada uma audiência pública para discutir sobre as obras. No dia, o diretor do Núcleo de Infraestrutura em Saúde (NIS), Antônio Marcos Gonçalves, informou que existiam pagamentos atrasados há mais de 90 dias e que a previsão é de seis meses para finalizar a construção das UTIs.

Sendo assim, a ação contra o Governo do Estado do Piauí tem como base os constantes atrasos que envolvem a obra, além de objetivar o respeito dos serviços de relevância pública e assegurar os direitos de acesso à saúde por parte da população piauiense.

O MP cobra a imediata retomada das obras de implantação dos 20 novos leitos de UTI; intimações pessoais ao secretário de Saúde do Piauí, presidente da Fundação Estatal Piauiense de Serviços Hospitalares e a Diretora Geral do GHV; multa a ser estipulada pelo juiz, com destinação ao Fundo Estadual de Saúde, para melhoria de serviços das ações e serviços de saúde.

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