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Crise de “IDENTIDADE” Whindersson, Felipe Netto e Kéfera não aguentam mais o Youtube

Quem confessou enfrentar uma crise de identidade na internet mais recentemente foi Kéfera

Além de terem feito sucesso ainda no início do YouTube, os quatro se cansaram de produzir conteúdo para a rede social de vídeos em algum momento. Os principais motivos são mudanças nos rumos da carreira e depressão.

Quem confessou enfrentar uma crise de identidade na internet mais recentemente foi Kéfera. Na última semana, uma entrevista da atriz foi divulgada no canal de uma fabricante de cosméticos. Durante a conversa com a apresentadora Karol Pinheiro, ela afirma que já gostou mais de internet e que não tem planos de voltar a publicar vídeos.

“Com eleições, feminismo, todas as mudanças e o 2018 que a gente teve, minha cabeça deu uma volta. Mudou. Internamente, pessoalmente, acho que até de aparência por conta de transição capilar, o estilo que eu me visto, que me que me maquio.

Tudo mudou muito em mim. E eu sinto que cada mudança que eu ia propondo pra eles [público no YouTube], a galera foi muito resistente”, explica Kéfera.

“Eu acabava reprimindo algumas mudanças em mim porque eu sabia que ia ser atacada na internet. Estava refém de uma coisa que eu mesma me coloquei. Esse ano eu ainda não postei vídeo no YouTube e eu não sei, sinceramente, o que vai acontecer”, confessa a dona do canal 5incominutos, que tem mais de 11 milhões de inscritos e 825 milhões de visualizações desde 2010, quando foi criado.

O último vídeo que Kéfera publicou em seu YouTube foi em 22 de dezembro de 2018, quando respondeu dúvidas de seus seguidores sobre a personagem que estava interpretando em Espelho da Vida, novela das seis da Globo que chegou ao no início de abril. O conteúdo teve “apenas” 435 mil visualizações, bem menos que os 4,7 milhões do seu primeiro vídeo –sobre vuvuzela, em julho de 2010. Após fazer a novela e protagonizar dois filmes, Kéfera pretende se manter distante do YouTube. Caso volte a publicar vídeos, deve disponizá-los apenas no Instagram. “Eu queria ser atriz desde o começo, internet é uma coisa que a gente não tem controle de pra onde vai. Já gostei mais da internet. Hoje em dia, eu me questiono muito do quão tóxica a internet é”, diz. Assista abaixo a entrevista de Kéfera:

Crise existencial dos youtubers Um dos youtubers mais populares do Brasil, Whindersson Nunes tem incríveis 35 milhões de inscritos em seu canal. Os fãs do influenciador, porém, estão sem um vídeo novo desde 22 de março. O marido de Luísa Sonza usou o seu Twitter em abril para confessar que está enfrentando uma depressão. “Eu sinto uma angústia todos os dias, todos os dias, algumas risadas, algumas brincadeiras e depois lá estou eu de novo com esse sentimento ruim.

Eu vivo rodeado de abutres, urubus, cada um querendo a sua fatia do bolo, e ver tantas pessoas ruins me deixa deslocado, me questionando se estou errado em tentar nunca decepcionar”, escreveu.

O sentimento é parecido com o que Kéfera enfrentou. “Quando liga uma câmera, a gente ativa um modo de falar, de se comportar e tudo o mais. Aí eu comecei a pensar: ‘Meu Deus, será que sou uma farsa?’ Eu pensava: ‘Por que no canal do YouTube eu sou super animada e na vida eu não estou super animada? Comecei a entrar numas assim e encontrei respostas na terapia”, confessou. PC Siqueira foi outro youtuber que disse encarar a depressão. Ele chegou a ficar sem publicar vídeos em 2016.

Nesse mesmo ano, confessou em um relato no YouTube sobre a sua própria experiência contra as crises de ansiedade e de pânico. Um ano depois, deu uma entevista para a TV Folha e disse que estava num “limbo de personalidade”. “Estou fazendo as coisas e vendo no que dá. Não sei nem se eu gosto do que eu faço pra falar a verdade. Eu gosto, me dá conforto, é uma profissão muito legal, mas nem de youtuber eu quero ser chamado mais. Por quê? Eu não sei. Estou num limbo de personalidade, estou fazendo alguns testes”, desabafou PC Siqueira.

A mudança de Felipe Neto Sucesso o YouTube desde 2010, Felipe Neto foi outro que apresentou mudanças intensas. Mais do que aparência e a cor dos cabelos, ele mudou o conteúdo. Seu canal passou a ganhar milhões de visualizações com o quadro Não Faz Sentido em que ele comentava sobre assuntos do mundo de forma crítica, cômica e polêmica. Com boas pitadas de ódio.

Empresário com diferentes negócios dentro e fora da web, Felipe Neto deu um tempo do YouTube em 2013 para se dedicar aos seus empreendimentos. Voltou apenas em 2016. Um ano depois, acabou com o Não Faz Sentido. Atualmente, ele continua publicando vídeos diários para mais de 32 milhões de inscritos, mas o conteúdo é muito mais ameno, com listas, memes e brincadeiras.

Assim como Whindersson e PC Siqueira, Felipe Neto também foi diagnosticado com depressão pouco depois que seus vídeos começaram a atingir milhões de visualizações no YouTube. Motivo: cobrança excessiva pelo sucesso repentino.

“Não tive um sucesso gradativo. Fiquei com medo de perder aquilo que conquistei, de fazer vídeo ruim, de não ser bom o suficiente. Imagina: um dia você está de boa o suficiente. Imagina: um dia você está de boa na casa da sua mãe, sendo designer gráfico, e dois meses depois você é expulso de um shopping pelos seguranças, por causa da muvuca que causou”, contou em entrevista para a Folha de S.Paulo, em 2017, quando lançou o livro Felipe Neto – A Trajetória de um dos Maiores YouTubers do Brasil.

 

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