Manchete

Samuel Silveira vai a Câmara para falar sobre empréstimo de R$ 30 milhões

Apesar das explicações do secretário, a oposição mantém críticas

Depois de idas e vindas da situação e oposição na Câmara de Vereadores de Teresina, por causa do pedido de empréstimo de R$ 30 milhões, o secretário municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), Samuel Silveira, foi à Câmara Municipal de Teresina prestar esclarecimentos sobre pedido de empréstimo.

A operação de crédito deve ser contraída junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a área da segurança.

A oposição questiona a necessidade do empréstimo e se a prefeitura teria capacidade de endividamento para contrair o empréstimo.

“O projeto é basicamente uma extensão do Programa Vila Bairro Segurança na ótica da tecnologia. Já fazemos um programa que vem dando bons resultados na zona Norte de Teresina, mas especificamente nos 13 bairros que integram o Lagoas do Norte e a partir da linha de crédito queremos utilizar de material tecnológico constituir as chamadas muralhas digitais. Isso já ocorre em outras cidades que tiveram bons resultados. As muralhas digitais que serão Câmeras com tecnologia inteligente nas entradas e saídas da cidade e em todas as zonas. Isso alimenta o centro de comando e controle integrado. Já estamos em diálogo com a secretaria de Segurança nesse sentido”, disse.

Apesar das explicações do secretário, a oposição mantém às críticas ao projeto. O presidente da Câmara, vereador Jeová Alencar, afirma que as Câmaras deveriam ser instaladas na periferia.

“Agradecemos ao secretário que veio até a Casa e explicou o projeto. O que gerou estranhamento foi que a prefeito vai gastar R$19 milhões para adquirir 333 câmeras para ficarem nas saídas e nas entradas da cidade. É nos bairros de periferia onde se têm mais violência. É lá onde mais se precisa. Outra coisa é que não existe orçamento para cultura, lazer e esporte para os jovens. Isso é prevenção da violência. Só Câmera não resolve. Precisamos combater a violência nas vilas e nos bairros. Câmeras apenas nas saídas e nas entradas significa muito dinheiro, que não vai resolver o problema nas periferias”, destacou.

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