Piauí

Pesquisa do IBGE diz que Estado do Piauí tem mais pobres agora que em 2015

piauienses vivendo com menos de R$ 420 por mês em 2018 somavam 41,9%

Apesar de ter havido um recuo no indicador de pobreza no Piauí entre 2017 e 2018, a quantidade de piauienses vivendo em situação de pobreza era maior no ano passado que em 2015. Os piauienses vivendo com menos de R$ 420 por mês em 2018 somavam 41,9% da população. Em 2015, os mais pobres entre os pobres somavam 38,2%.
De 2017 para 2018 houve uma redução do indicador da situação de pobreza no Piauí, que passou de 44,6% para 41,9% da população, Em termos de quantitativo populacional, nesse período houve uma redução de 1.449.500 pessoas para 1.366.778 pessoas em situação de pobreza, equivalente a mais de 83 mil pessoas.
A série histórica iniciada a partir de 2012 mostra que o menor valor foi observado no ano de 2015, quando atingiu 38,2% da população.
Em 2018 o Piauí ficou na 9a colocação dentre os maiores indicadores do país, acima da média do Brasil que foi de 25,3% da população.
De acordo com parâmetros do Banco Mundial, a situação de pobreza é aquela onde a renda domiciliar per capita é inferior a U$ 5,50 diários em Paridade de Poder de Compra (PPC), o que equivaleria a cerca de R$ 420,00 por mês em 2018.
POBREZA EXTREMA
Outro indicador utilizado é o da situação de pobreza extrema, para o qual o Piauí também apresentou uma redução no período de 2017 a 2018, tendo passado de 14,8% para 14,2% da população.
Em termos de quantitativo populacional a redução foi de 481.000 para 463.000 pessoas em situação de pobreza extrema.
O menor índice da série histórica iniciada em 2012 foi observado no ano de 2014, quando atingiu 9,3% da população.
Em 2018 o Piauí ficou na quarta colocação dentre os maiores indicadores do país, acima da média registrada para o Brasil, que foi de 6,5% da população.
De acordo com parâmetros do Banco Mundial, a situação de pobreza extrema é aquela onde a renda domiciliar per capita é inferior a U$ 1,90 diários em Paridade de Poder de Compra (PPC), o que equivaleria a cerca de R$ 145,00 por mês em 2018.
Piauí detém o quarto menor rendimento médio domiciliar per capita do Brasil em 2018
Em 2018 o Piauí apresentou o quarto menor rendimento domiciliar per capita do Brasil, no valor de R$ 806,00, o equivalente a 60% da média do rendimento verificado no Brasil (R$ 1.337,00).
Comparando o rendimento domiciliar per capita observado no Piauí aos maiores das unidades da Federação, temos que ele equivale a 33% do rendimento verificado no Distrito Federal (R$ 2.407,00) e 44% do rendimento verificado em São Paulo (R$ 1.835,00).
Ao compararmos o rendimento domiciliar per capita do Piauí àquele registrado na Capital, temos que o rendimento do Estado equivale a 72% do verificado em Teresina (R$ 1.119,00).
Situação de pobreza aumenta em Teresina em 2018 e atinge 29,3% da população
Também em Teresina, entre 2017 para 2018, houve um aumento do indicador da situação de pobreza, que passou de 26,2% para 29,3% da população. Em termos quantitativos, isso representou um acréscimo de 27,7 mil pessoas nesse período, quando houve um aumento de 224.272 para 251.980 pessoas em situação de pobreza.
O menor valor do indicador de pobreza da série histórica iniciada em 2012 foi observado no ano de 2014, quando atingiu 19,9% da população.
Em 2018 Teresina ficou na sexta colocação dentre os maiores indicadores das capitais do país, acima da média observada para o Brasil, que foi de 25,3% da população, e abaixo da média registrada no Piauí, que foi de 41,9%.
Teresina também apresentou um aumento no indicador da situação de pobreza extrema no período de 2017 a 2018, tendo passado de 3,2% para 5,3% da população. Em termos quantitativos, isso representou um crescimento de 27.392 para 45.580 pessoas em situação de pobreza extrema.
O menor indicador da série histórica iniciada em 2012 foi observado no ano de 2014, quando atingiu 0,7% da população.
Em 2018 Teresina ficou na décima segunda colocação dentre os maiores indicadores das capitais do país, abaixo da média registrada para o Brasil, que foi de 6,5% da população, bem como abaixo da média observada para o Piauí, que foi de 14,2%.
O aumento da pobreza no município de Teresina pode estar ligado a um aumento na taxa de desocupação (desemprego) da população entre 2017 e 2018, que chegou a atingir 10,6% no terceiro trimestre de 2017, com 48 mil pessoas desocupadas, e aumentou para 13,3% no quarto trimestre de 2018, com 59 mil pessoas desocupadas.
Teresina tem o 5o menor rendimento médio domiciliar per capita dentre as capitais do país em 2018
Em 2018 Teresina apresentou o quinto menor rendimento domiciliar per capita das capitais dos Estados, no valor de R$ 1.119,00, o equivalente a 83% da média do rendimento verificado no Brasil (R$ 1.337,00).
Comparando o rendimento domiciliar per capita observado em Teresina aos maiores das capitais dos Estados, temos que ele equivale a 37% do rendimento verificado na cidade de Vitória/ES (R$ 2.988,00) e 39% do rendimento verificado na cidade de Porto Alegre/RS (R$ 2.858,00).
Ao compararmos o rendimento domiciliar per capita de Teresina àquele registrado no Piauí, temos que o rendimento da capital equivale a 138% daquele do Estado (R$ 806,00).]
(Com informações do IBGE)
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