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Bancada Evangélica barra projeto de liberar jogos de azar de Ciro Nogueira no Congresso Nacional

Ciro diz que há uma cortina de fumaça, pois os jogos já acontecem em todo o país

O presidente do PP nacional, senador Ciro Nogueira, continua firma na legalização  dos jogos de azar e de reabrir os cassinos no Brasil. Desde 2014, o piauiense tenta a aprovação do projeto que pode autorizar a exploração de bingos, jogo do bicho, videojogo e outras modalidades de apostas.

Mas forças partidárias contrárias aos jogos de azar não estão vendo com bons olhos a investida de Ciro. Nos bastidores, mesmo com a rejeição da pauta ano passado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), há quem diga que Ciro tenta novamente convencer parlamentares de diversos segmentos sociais de que o “objetivo do projeto é garantir mais dinheiro aos cofres públicos, além de gerar milhares de empregos” num mercado que movimenta cerca de R$ 20 bilhões por ano.

Para ter novamente o projeto pautado, desta vez no plenário da casa, o senador argumenta que existe uma “cortina de fumaça”, como se o jogo já não fosse uma realidade no Brasil e que por isso existe a   necessidade de “legalizar para fiscalizar”, abrindo as portas para o turismo mundial.

Ciro buscou recentemente o apoio do governo em reunião com o ministro da economia, Paulo Guedes. No entanto, o senador tem pela frente a bancada evangélica, com força tanto na câmara quanto no senado, pronta para derrubar qualquer tentativa de aprovação de projetos que possam facilitar a atividade no país.

Para se ter uma ideia, a coalizão evangélica tem 22% da Câmara: 112 expoentes (número que varia de acordo com suplentes que entram e saem quando deputados se ausentam e voltam). O grupo já declarou que o indicativo não “passa”.

Parlamentares dessa frente, unidos com influentes pastores de congregações religiosas, como Silas Malafaia e Marco Feliciano, afirmam que o projeto de legalização de jogos de azar de autoria de Ciro Nogueira atende a interesses dos contraventores interessados na “legalização” da lavagem de dinheiro.

A bancada verbaliza que, ao contrário do que é proposto no projeto, a aprovação irá liberar a exploração dos jogos de azar sem que nenhuma autoridade governamental controle essa atividade, fomentando assim práticas criminosas. Esse mesmo grupo, nos bastidores, já mandou recado ao presidente Jair Bolsonaro, para ficar atento sobre qualquer tipo de manobra que possa acontecer nesse sentido.

Veja a entrevista do senador Ciro Nogueira sobre os jogos de azar na TV Senado

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