Piauí

Superintendência do Trabalho recebe R$ 14 mil reais para gerenciar o órgão no Piauí

Em Picos só tem um servidor para administrar mais de oito municípios piauienses

O ministério do Trabalho e Emprego, MTB, está atravessando um dos seus piores momentos à véspera de completar 88 anos de fundação. A polêmica é que o órgão está na mira do recém-eleito presidente da República, Jair Messias Bolsonaro. O órgão deve ser extinto ou ter seus funcionários remanejados para outros ministérios. A notícia caiu como uma bomba em todo o País e em no Piauí não foi diferente.

A TV NILS, com o Notícias do Dia entrevistou o Superintendente do Trabalho e Emprego no Estado do Piauí, Phellippe Salha, e ouviu dele a insatisfação de que se o Ministério do Trabalho for extinto só quem perde é o trabalhador. “Não vejo com bons olhos esse processo de extinção ou fusão do ministério com outro órgão. Vai perder a essência de fazer o trabalho que já é conhecido pelo trabalhador. Se estamos com algum problema de gestão, temos que acabar com o mal na raiz, não acabando com o ministério que vai completar 88 anos de fundação, e sim com o mal que todos conhecem, o maus políticos”. Disse ele.

A nossa reportagem ouviu também o sindicalista José Martins, ele é diretor financeiro do Sindicato dos Trabalhadores Federais no Estado do Piauí. Ele falou sobre quais as providências e o caminho que o sindicato e os sindicalistas de todo o país vão tomar daqui pra frente.

“Eu não acredito no fim do Ministério do Trabalho. Torço para que o presidente volte atrás e veja o tanto que o ministério contribui com a prestação de serviços para o trabalhador. Sei que temos muitos altos e baixos, sei também que a ocupação política tomou conta dos quadros do ministério do Trabalho. Infelizmente não podemos fazer nada. Eu sou concursado e tenho as minhas garantias. Mas sei também que o quadro de servidores está muito restrito. Temos só quatro mil funcionários em todo o país. Aqui mesmo no Piauí, em Picos só temos um servidor para atender mais de oito municípios que procuram àquele órgão em Picos”.

“E o mais gritante é que a nossa superintendência recebe do Governo Federal somente R$ 14 mi por ano para ser administrado nos 12 meses do ano. Como é que se pode trabalhar desse jeito? Não temos dinheiro sequer para colocar gasolina nos carros para fiscalizar e fazer outras demandas que o dia a dia do ministério exige. Dia 22, sindicalistas de todo o país vão a Brasília para reivindicar a não extinção do Ministério do Trabalho”, afirmou José Martins.

Veja o vídeo da entrevista

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