Policial

Agentes penitenciários no Piauí foram diagnosticados com tuberculose

Sinpoljuspi denuncia presença casos de tuberculose dentro do sistema

O Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Secretaria de Justiça (Sinpoljuspi) denunciam a presença de vários casos de tuberculose dentro do sistema penitenciário piauiense. De acordo com a entidade, já foram notificados 13 casos de tuberculose dentro de várias unidades de detenção do estado. Além dos 13 casos, dois agentes penitenciários foram diagnosticados com tuberculose, os agentes trabalhavam no hospital penitenciário quando foram detectados.

O sindicato informa que é preciso uma medida urgente para evitar que a situação se complique ainda mais e possa oferecer um risco maior tanto para detentos como para trabalhadores do sistema penitenciário e para a sociedade em geral.

As suspeitas se iniciaram após os agentes penitenciários constatarem um óbito no dia 21 de Dezembro, dentro do Hospital Penitenciário, onde um detento que chegou ao local no dia 14 do mesmo mês faleceu 7 dias após a internação vítima de tuberculose. Após esse fato, outros casos da doença começaram a ser constatados e registrados junto ao sindicato. Ao total, o sindicato já foi notificado, no mês de Dezembro sobre 4 casos na penitenciária Irmão Guido, 2 casos em São Raimundo Nonato, 1 caso em altos, 2 casos na penitenciária Major César e outros 4 casos na Casa de Custódia.

Além desses casos, o Presidente do Sinpoljuspi Kleiton Holanda informou que dentro do Hospital penitenciário existem dois detentos isolados por estarem em um estágio da doença em que existe elevado risco de contaminação, além de outros vários detentos sendo medicados em tratamento contra a doença.

“Nossa maior preocupação é de que esses casos evoluam para uma epidemia que contamine não somente os detentos do sistema, como também os servidores, familiares e trabalhadores do setor de justiça que tem contato direto com os presos. É uma situação de risco para todos. Para piorar, dentro do hospital penitenciário, os servidores não tem equipamentos apropriados para cuidar destes dois detentos isolados”, fala Kleiton Holanda.

Ele destaca ainda que a abrangência desses casos ocorre pois durante a transferência de presos, que estejam com a doença e em tratamento, para outras unidades, não está sendo feita uma notificação apontando que o detento de fato está realizando o tratamento, além disso, o próprio detento não estaria admitindo ou informando essa situação, para evitar se tornar alguém a margem da comunidade carcerária dentro dos presídios.

“Essa realidade de falta de informação prejudica e só piora a situação. Estamos encaminhando nessa quinta-feira para a Sesapi, Fundação Municipal de saúde, vigilância sanitária e Secretaria de Justiça, documentos solicitando uma ação conjunta para poder combater esse problema. Queremos realizar mutirões de exames, além de providenciar tratamento adequado para aqueles detentos e pessoas que estão doentes, essa é a melhor ação que podemos empregar agora”, completa o presidente do Sinpoljuspi.

 (Crédito: Arquivo/MN)
(Crédito: Arquivo/MN)

Sejus registra 10 casos

A Secretaria Estadual de Justiça (Sejus) notificou até dezembro passado dez casos de tuberculose entre os detentos, que se encontram em tratamento médico. Segundo a Sejus, foram diagnosticados, quatro detentos da Penitenciária Irmão Guido,  dois na Casa de Custódia, três na Unidade de Apoio Prisional, em Altos e um na Penitenciária Gonçalo de Castro Lima, em Floriano, no Sul do Piauí.

Ainda no fim do mês de dezembro de 2018, o detento Francisco Luciano dos Santos Nunes, morreu vítima de tuberculose. Ele estava internado no  Hospital Penitenciário Valter Alencar, única unidade de custódia e tratamento psiquiátrico do Piauí.

A tuberculose é uma doença infecto-contagiosa causada por uma bactéria. Esse germe tem algumas características diferentes, sendo melhor chamada de micobactéria. A micobactéria pode infectar vários órgãos, como pulmão, pleura, ossos, sistema nervoso, linfonodos, intestinos, sistema genitourinário. A tuberculose acompanha o ser humano desde a pré história e é muito presente no Brasil.

Fonte: meionorte.com

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