Política

Ciro pode fechar com Bolsonaro e fazer oposição a Wellington Dias

Ciro era PT no Piauí e Oposição em Brasília, diz Bolsonaro

O senador, em entrevista na TV, agradeceu ao presidente Temer pela oxigenação que deu ao seu mandato, o que tornou sua reeleição mais fácil. Ciro disse que uma aliança com Bolsonaro pode acontecer, isso poderá antecipar a ida do Progressistas para a oposição no estado do  Piauí

Segundo o senador Progressista, é  preciso que o Governo Federal encaminhe verbas para os municípios para que os prefeitos possam realizar as obras necessárias.

Sobre a possibilidade de aproximação com o governo de Bolsonaro, Ciro lembra que teve uma boa relação com o ex-presidente Michel Temer (MDB). Ele afirma que se Bolsonaro continuar políticas que os progressistas consideram positivas, o partido não terá dificuldades em apoiar a nova gestão.

Conversas já estão adiantadas para Ciro fechar com Bolsonaro

O senador destaca que o apoio do governo federal ajudou muito os municípios piauienses, tanto em infraestrutura como na área da saúde. Mas agora são outros tempos. Temer saiu e Bolsonaro chegou e ele é o presidente do Brasil.

Breve Síntese 

Vamos fazer uma breve retrospectiva sobre o modos operandi do senador nos governos passados. Ciro Nogueira foi eleito no ano de 2010, de lá para cá, sempre esteve ao lado de Lula e Dilma, buscando oxigenar seu mandato com a força da máquina do governo federal.

No ano de 2016, para a surpresa dos aliados petistas, ele e seu partido (PP), apoiaram o impeachment da presidente Dilma Roussef. A partir daquele momento Ciro entrou com o pé direito no governo Temer. Comandando vários ministérios e a Caixa Econômica Federal, ele começou a buscar meios para captar recursos para o Piauí, ajudando inclusive, o governador Wellington Dias a manter o estado funcionando.

Daí o motivo de Wellington Dias não romper com o senador que traiu as expectativas petistas em não apoiar o impeachemant. Findado o governo Temer, Ciro, a princípio, não terá mais aquela força dentro do governo federal, mas isso também pode mudar.

O senador progressista tem um modos operandi eficaz em conseguir fazer parte do núcleo de governos federais, com Bolsonaro, que era de seu partido, a pesar de alguma magoa, poderá não ser diferente.

Caso Ciro desembarque no governo Bolsonaro, sua ida para a oposição no estado do Piauí, será inevitável. Bolsonaro não aceitará o mesmo jogo que ocorreu nas eleições 2018, onde Ciro era PT no Piauí e Oposição em Brasília.

Com Bolsonaro o senador não poderá adorar a dois Deuses. O senador já declarou que trabalha para as eleições de 2022, onde seu partido terá candidato a governador do estado do Piauí. Indo de encontro ao projeto petista de governo, que será continuado por Regina Sousa, atual Vice-governadora e futura candidata a governadora pelo PT.

O certo é que, sobre a possível ida de Ciro para a base de Bolsonaro, e o rompimento dele com o governo Welington Dias, estamos vendo fatos acontecerem,  notícias de bastidores dão conta que o próprio senador teria dito que o governo de Wellington se assemelha ao de Lula e que ele poderia acabar no mesmo lugar que o ex-presidente. Isso poderia confirmar a insatisfação do senador com o governador, que não está cooperando suficientemente pela eleição de Hélio Isaías na Alepi. Depois de traições anteriores, será que o governador confia 100% no senador?

A Lava-Jato poderá mudar os planos do senador e do governador?

De resto, muita água irá passar por debaixo desta ponte.

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