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TJ do Piauí expulsa Alisson Wattson da PMPI pela morte de Camila Abreu

Advogado de defesa diz que expulsão de matador foi injusta

O Tribunal de Justiça do Piauí decidiu nesta terça-feira, 05, pela expulsão do capitão Allisson Wattson dos quadros da Polícia Militar do Estado. O réu responde processo pelo assassinato da estudante Camila Abreu. O advogado do PM, Pitágoras Veloso, disse para jornalista que cobriam a audiência que essa decisão era “injusta” e “indigna”.

O Advgado de Defesa de Allison Wattson, Pitágoras VelosoO advogado de defesa de Allison Wattson, Pitágoras Veloso

Pitágoras informa que há outro caso parecido com esse com decisão favorável ao réu e que poderia ser usada como parâmetro no caso de Allison Wattson. “É uma decisão injusta. É um decisão que violou os princípios constitucionais. É uma decisão injusta, indigna, porque eles já decidiram em outro caso semelhante só que com pessoas diferentes”, disse.

  • Foto: DivulgaçãoCamilla Abreu e Alisson Wattson.

Segundo o advogado, Allisson somente poderia deixar a Polícia Militar depois que não houvesse mais recursos contra as decisões. “Um militar que comete um crime, seja qual for, só pode perder a farda depois de uma sentença transitada em julgado. É a lei que diz isso, não sou eu não. Julgam conforme a maré. Por que? Porque o outro não teve repercussão, não tem a mídia”, opinou.

A defesa reclama de publicações da imprensa no sentido que o PM confessou ter matado Camila Abreu. “Ele não é réu confesso. Ele diz que o tiro foi acidental. É diferente de ele dizer ‘eu matei’”, contesta.

Pitágoras acrescentou que vai protocolar todos os recursos cabíveis. “Vou levar isso para o STJ, vou levar isso para o Supremo Tribunal Federal e depois o governador que vai decidir se ele vai perder ou não”.

Questionado se Allisson Wattson será transferido para presídio comum, o advogado afirma que não. “Ele não vai para presídio comum. Enquanto isso ele continua como militar”.

O caso

Camilla Abreu estava desaparecida desde o dia 25 de outubro de 2017. No dia 31 do mesmo mês, seu corpo foi encontrado pela Delegacia de Homicídios, e o seu então namorado foi preso. De acordo com o inquérito policial, o capitão foi o responsável pelo assassinato da estudante. O crime teria sido motivado por ciúmes e realizado por meio que dificultou a defesa da vítima. Apesar de não exercer mais o cargo de policial militar, Alisson Wattson ainda continuava recebendo remuneração, mas continua preso.

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