Piauí

Governo do Piauí quer privatizar Transnordestina e conceder a administração da rodovia por 25 anos

O intuito é concluir a obra, que está parada desde 2016, por meio de uma parceria público privada

O Governo do Estado do Piauí retoma estudo que avalia a concessão da Rodovia Transcerrados, PI-392, para a iniciativa privada. O intuito é concluir a obra, que está parada desde 2016, por meio de uma parceria público-privada que também vai conceder a empresa a administração da rodovia em um contrato de 25 anos.

Aprovada pelo conselho estadual de PPPs, o projeto está em etapa de análise jurídica e licitatória. Uma nova etapa deverá ser apresentada em junho deste ano. As informações são da superintendente estadual de PPPs, Viviane Moura.

“Esse pedaço de rodovia do estado é relevante. A ausência dessa infraestrutura tem um impacto muito grande na produção e na produtividade do agronegócio no Piauí”, pontuou Viviane.

Foto: Letícia Santos/Cidadeverde.com

A concessão da Transcerrado também foi estudada em 2010, mas não foi executada. A iniciativa privada deverá se responsabilizar pela construção de 330 quilômetros. Além de concluir a rodovia iniciada pelo Governo do Estado, a empresa que vencer a licitação vai administrar a estrada. São previstos R$ 200 milhões em investimentos com a concessão.

De acordo com a Superintendência de PPPs, os estudos na Transcerrados são baseados em uma concessão de uma rodovia do Mato Grosso que também corta uma região de produção de grãos e possui um volume de carga parecido com o do Sul piauiense.A associação de produtores de soja, Pró-Soja, também participa da elaboração do projeto de concessão. “Eles estão mais do que legitimados sobre dados de produção para a realização desses estudos”, afirmou Viviane.

Pedágio

Sobre a aplicação de pedágios na rodovia, a superintendente adianta que as taxas devem ser compatíveis com a realidade local. “O estudo econômico financeiro é a base para as tarifas de pedágio. Qual o melhor tipo de rodovia, que serviços têm que existir ou deixar de existir para que o pedágio não afete a produção”, assinalou Viviane. Em maio uma nova etapa de estudos financeiros deverá ser apresentada pela superintendência de PPPs.

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