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Bolsonaro chama jornalistas de “urubus”

Bolsonaro voltou a atacar a imprensa na manhã desta sexta-feira.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a atacar a imprensa na manhã desta sexta-feira. Na saída do Palácio da Alvorada, o chefe do Executivo parou para falar com apoiadores que se aglomeraram para vê-lo de perto e chamou os jornalistas que trabalham cobrindo o local de “urubus”.

Em um momento de oração, uma das simpatizantes afirmou que a ‘história dele não acabou’ e que o ‘melhor da sua vida estava por vir’. Bolsonaro respondeu com um ataque à imprensa: “Eu não cheguei aqui pelo milagre da facada e a eleição também para perder para esses urubus aí”, declarou. “Eles estão amontoados lá e vão falar de amontoação aqui”, disse.

Hoje cerca de 40 pessoas se apertava nas grades da residência oficial para ter a chance de ver o chefe do Executivo. A orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde é de evitar aglomerações.

Bolsonaro ainda voltou a dizer que, caso o país continue seguindo restrição de governadores, com comércios fechados, ‘vai quebrar tudo’.

“É uma decisão do governador [Ibaneis]. Acabei de ver um vídeo dele fazendo um churrasquinho em casa”, afirmou Bolsonaro sobre um vídeo do dia 21 de março, em que o governador de Brasília faz um almoço para família após ter dispensado empregados na residência.

“Vocês sabem meu posicionamento. Não pode fechar dessa maneira que atrás disso vem desemprego em massa, vem miséria, vem violência”, apontou.

O presidente ainda emendou; “Olha só, deixa eu falar para vocês aqui o que eu vejo que está acontecendo com as informações que eu tenho. Esse vírus é igual uma chuva, vai molhar 70% de vocês, tá certo? Isso ninguém contesta, que toda nação vai ficar livre de pandemia depois que 70% [da população] for infectada e conseguir os anticorpos. Ponto final. Agora desses 70%, uma pequena parte, que são os idosos e quem têm problema de saúde, vai ter problema sério, vai passar por isso também. O que estão fazendo é adiar para ter espaço nos hospitais. Mas tem um detalhe: a sociedade não aguenta ficar dois, três meses parada, vai quebrar tudo”, concluiu.

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