Piauí

Tribunal de Justiça do Piauí decide pelo retorno do jornalista Arimateia Azevedo à prisão

Por dois votos a um, foi revogada a liminar que substituiu a prisão preventiva por domiciliar, concedida em razão da pandemia do novo coronavírus

Em decisão emitida na manhã desta quarta-feira (22/7), o Tribunal de Justiça do Piauí decidiu por não acatar o pedido de habeas corpus impetrados pela defesa de Arimateia Azevedo, e ainda reverteu sua prisão domiciliar. Com isso, o jornalista criador e diretor do Portal AZ, retornará a uma das unidades do sistema prisional piauiense.

Por dois votos a um, foi revogada a liminar que substituiu a prisão preventiva por domiciliar, concedida em razão da pandemia do novo coronavírus. O desembargador Joaquim Dias de Santana Filho, relator do habeas corpus, votou pela manutenção da prisão preventiva, substituindo pela domiciliar, enquanto os desembargadores José Ribamar Oliveira e José James votaram pela recusa da ordem.

Arimateia está preso preventivamente desde 12/6 em decorrência de uma acusação de extorsão contra o cirurgião plástico Alexandre Andrade. O motivo seria um acerto para que não publicasse notícias sobre um caso de erro médico envolvendo Alexandre, que quase resultou na morte de uma paciente.

Segundo a defesa de Arimateia, a acusação apoia-se exclusivamente na palavra do médico, que teria procurado o jornalista para evitar publicações que mostravam o caso. No pedido de habeas corpus, sustentou ainda que o jornalista é hipertenso, diabético e cardíaco, e que que a prisão imposta ao jornalista ‘representa indiscutível constrangimento ilegal por conter inúmeras nulidades’. Entre as justificativas, está o fato de Arimateia não possui antecedentes criminais e tem endereço fixo.

 (* Com informações do Meio Norte)

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