Cidade

Pressão do Sindserm faz Firmino Filho suspender retorno de aulas presenciais por tempo indeterminado

Sindicato disse que professores não retornariam às aulas presenciais sem vacina para a Covid-19

O prefeito de Teresina, Firmino Filho (PSDB), assinou um novo decreto nesta segunda-feira (3) suspendendo as aulas presenciais no município por tempo indeterminado. Segundo a prefeitura, o prazo inicialmente previsto para o retorno das aulas seria setembro.

De acordo com a PMT, as escolas e Centros de educação infantil estão sem aulas presenciais desde março, como medida contra a disseminação do Coronavírus na cidade. Segundo o prefeito Firmino Filho, a intensificação das ações de enfrentamento ao vírus passa, necessariamente, pela reorganização das atividades escolares.

“As aulas da Rede Municipal só recomeçarão com total segurança. Por isso, não temos data para voltar ainda. Estamos discutindo os protocolos para oferecer o melhor para toda a comunidade escolar”, frisou o gestor.

No entanto, as aulas do regime não presencial estão mantidas e irão contar para o cumprimento da carga horária do calendário letivo de 2020. As atividades estão sendo transmitidas em canais abertos pela TV e através de múltiplas plataformas online, além de materiais impressos para os alunos que não conseguem acessá-las de outra forma.

“A segurança da comunidade escolar é prioridade nesse momento”, afirma a secretária municipal de Educação, Kátia Dantas. Segundo ela, é importante que as famílias continuem acompanhando as crianças nas atividades pedagógicas em casa. “Estamos utilizando diversas estratégias para o ensino remoto, os pais podem sempre contar com a escola, vamos manter esse esforço conjunto para minimizar os prejuízos educacionais causados pela pandemia”, ressalta a gestora.

Antes do retorno das atividades presenciais, alunos, professores e demais servidores da educação passarão por testes para verificar possível presença do novo coronavírus. Além disso, as unidades de ensino passarão por sanitizações freqüentes e serão equipadas com álcool 70%. Na entrada, todos passarão por medicação de temperatura e terão lavatórios de mãos disponíveis.

SINDSERM

Por outro lado o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, SINDSERM, que tem como diretor Sinésio Soares, disse que aulas presenciais não iriam acontecer sem uma vacina para a Covid-19.

“Nós não voltaremos às aulas presenciais enquanto o prefeito não repassar as nossas perdas salariais e, também, por causa da Covid-19, que sem vacina os professores não voltam à sala de aula”, disse Sinésio Soares.

(Com informações da PMT)

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