Piauí

Deputada Margarete Coelho decide permanecer na base aliada de Wellington Dias e deixa Ciro Nogueira

Ciro ficou só com os deputados Júlio Arcoverde e Lucy Soares

Começou o jogo político de 2020 e 2022 no Piauí. As duas maiores forças no Estado já não estão mais do mesmo lado. Tendo que escolher de que lado vai ficar, os deputados do PP estão estão decidindo rapidamente se ficam com Ciro ou Wellington Dias, do PT.

Agora foi a vez da deputada federal Margarete Coelho de abandonar o senador Ciro Nogueira, e permanecer na base do governador Wellington Dias (PT). A informação foi confirmada nesta quarta-feira (12) pelo deputado Júlio Arcoverde.

Conforme o presidente estadual da sigla, Margarete preferiu manter a indicação de sua irmã, Sádia Gonçalves de Castro, na Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semar). Com a decisão de Margarete, apenas Júlio Arcoverde e a deputada Lucy Soares permanecem ao lado de Ciro.

Presidente do Progressistas no Piauí, Júlio Arcoverde – Imagem divulgação

O cunhado de Margarete, secretário Hélio Isaías, também confirmou permanência na base de Wellington. Hélio é atualmente secretário de Transportes do Piauí (Setrans) e busca a reeleição da esposa, Carmelita Castro, em São Raimundo Nonato.

Ao ser questionado sobre a convivência com os parlamentares que permanecem ao lado do petista, Arcoverde disse que será tranquilo, tendo em vista que o senador Ciro Nogueira deixou os progressistas à vontade para decidir seu caminho político.

“Em relação a isso é muito tranquilo porque o senador deixou todos os deputados muito à vontade para decidirem por sua conveniência eleitoral, principal ente em seus municípios e por sua consciência. A convivência continua a mesma, todos estão totalmente liberados em relação ao senador e ao partido, que possam tomar a atitude que melhor lhe convier”, afirmou.

Após rompimento, Progressistas vai ao TCU contra governo do Piauí

O Progressistas, que é presidido nacionalmente pelo senador Ciro Nogueira, entrou com uma representação junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) para impedir, segundo o partido, que o governo do Piauí use parte dos recursos oriundos dos precatórios do Fundef para pagar honorários à Fundação Getúlio Vargas (FGV).

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Segundo a representação, a FGV teria atuado como consultora jurídica no processo que garantiu ao Estado o recebimento de R$ 1,6 bilhão.

De acordo com o Progressistas, o governo deverá repassar R$ 72 milhões à FGV.

O Progressistas quer que o ministro Augusto Nardes, do TCU, intime o governo a se manifestar e que seja concedida liminar para impedir a utilização dos recursos para o pagamento da FGV.

Procurado pela coluna, o governo do Piauí disse que não existe possibilidade alguma de utilização dos recursos do precatório do Fundef para pagamento de despesas que não sejam relacionadas à Educação.

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