CidadeGeral

PMT faz balanço das ações de saúde após cinco meses dos primeiros registros de Covid-19 em Teresina

Entre as principais medidas, estão a construção de dois hospitais de campanha, a criação de 101 leitos de UTI e de 158 leitos clínicos, a contratação temporária de 542 profissionais, além da aquisição de equipamentos.

Há exatos cinco meses, Teresina confirmava seus primeiros casos de Covid-19. No dia 18 de março, a Prefeitura já havia decretado emergência em saúde pública, iniciando um plano de ação para conter a disseminação do Coronavírus e para cuidar das pessoas contaminadas. Entre as principais medidas, estão a construção de dois hospitais de campanha, a criação de 101 leitos de UTI e de 158 leitos clínicos, a contratação temporária de 542 profissionais, além da aquisição de equipamentos.

As ações em saúde realizadas no enfrentamento à Covid-19 na capital evitaram que o sistema de saúde entrasse em colapso, mesmo diante da elevação do número de casos no mês de junho. O prefeito Firmino Filho ressalta que a restruturação dos serviços de saúde em Teresina foi essencial no enfrentamento da pandemia.

“Definimos várias estratégias para oferecer atendimento nesse momento complicado. Acredito que fizemos um trabalho sério e organizado, envolvendo equipes de todas as áreas da saúde. Com os resultados que alcançamos, pudemos iniciar e avançar no processo de reabertura das atividades econômicas da cidade, de forma gradativa e responsável. Já estamos na terceira fase e ainda não observamos impacto negativo dessa retomada no controle da pandemia, mas continuamos monitorando todos os dados, atentos a qualquer alteração”, afirma.

A setorização do atendimento das pessoas com sintomas da Covid-19 foi uma das primeiras ações da Fundação Municipal de Saúde (FMS). Atualmente, existem 26 Unidades Básicas de Saúde (UBS) exclusivas ao atendimento de pessoas com sintomas gripais, funcionando no turno da noite e todos os dias da semana. As outras 64 Unidades continuam atendendo outros problemas de saúde.

Na rede hospitalar, a FMS reorganizou o trabalho para assistência exclusiva a pacientes com Covid-19 através do hospital do Monte Castelo e maternidade do Promorar. “Para reforçar esse atendimento, a Prefeitura construiu ainda dois hospitais de campanha: um no espaço cedido pela Universidade Federal do Piauí e outro anexo ao HUT. Houve também mudanças positivas nos demais pontos da rede hospitalar e no SAMU, com acréscimo de duas ambulâncias exclusivas para casos de Covid-19”, informa a diretora de Atenção Especializada, Jesus Mousinho. Nessas unidades, foram instalados 175 respiradores mecânicos.

Outra medida adotada para evitar a disseminação do vírus foi a criação do projeto Alô Saúde Teresina, que já atendeu, por meio do telefone 0800 291 0084, mais de 55 mil pessoas com sintomas leves da Covid-19 ou com outros problemas simples de saúde. “Foi uma boa estratégia para ampliar o acesso à saúde e, ao mesmo tempo, diminuir a circulação de pessoas na cidade, evitando a exposição ao Coronavírus”, destaca o diretor de Atenção Básica, Kledson Batista.

O telefone foi utilizado também para prestar atendimento na área de psicologia, para ajudar pessoas com problemas mentais; odontologia, para esclarecer dúvidas; e enfermagem, para monitoramento de pessoas com Covid-19 e seus contatos domiciliares.

Uma medida importante também para controlar a doença foi o rastreio de contaminados através do trabalho de 30 agentes atuando nas pesquisas sorológicas, com aplicação de 15.300 testes por amostragem, e mais 1.250 agentes comunitários de saúde fazendo busca ativa de casos de Covid-19, por meio de visitas domiciliares. No total, foram adquiridos 134 mil testes rápidos de anticorpos e 55 mil testes rápidos de antígeno.

Nesse período, foram criados ainda oito Centros de Rastreamento, locais que realizam teste rápido em pessoas que moram na mesma residência de quem testou positivo. Na área de recursos humanos, foi realizado teste seletivo para a contratação de 542 profissionais e iniciado pagamento de 40% de insalubridade para todos os servidores que trabalham na ala Covid-19, atuando diretamente com pacientes infectados.

Durante a pandemia, a FMS também investiu nas ações relacionadas à Vigilância Sanitária, com a fiscalização de protocolos em estabelecimentos essenciais e na sanitização de locais públicos. Nos primeiros meses de enfrentamento da pandemia, foram disponibilizadas ainda equipes de saúde para atuarem nas barreiras sanitárias montadas nas pontes que ligam Teresina a Timon, além de equipes de saúde para atender pessoas em situação de rua, as que estão abrigadas no estádio Lindofolo Monteiro e as que permanecem nas ruas.

Todos os dados relacionados à pandemia estão disponíveis num Painel de monitoramento criado para que a população tenha acesso aos números atualizados. O trabalho tem o acompanhamento do Centro de Operações em Emergências (COE) da FMS, que dá suporte aos profissionais de saúde na identificação, notificação e manejo dos casos suspeitos e confirmados de Covid-19.

Por causa da pandemia, as consultas e exames ambulatoriais, que são procedimentos não considerados de urgência e emergência, estavam suspensos, uma estratégia do Ministério da Saúde e das autoridades de saúde para conter a proliferação do vírus. “Porém, os pacientes com doenças crônicas permaneceram sendo acompanhados na Atenção Básica. Agora, o retorno do atendimento ambulatorial está ocorrendo de forma gradual, planejada, organizada e segura para todos”, lembra o presidente da FMS, Manoel de Moura Neto.

Tags
Show More

Related Articles

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Close