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Morre Chadwick Boseman, astro de ‘Pantera Negra’, aos 43 anos

Ator, que representou personagens marcantes da cultura negra americana, recebeu diversas homenagens.

Morreu em Los Angeles, na Califórnia, o ator Chadwick Boseman, o astro de “Pantera Negra” no cinema. Ele tinha 43 anos.

Carisma, força, gentileza, Chadwick Boseman teve uma carreira curta, mas sempre brilhou. Antes de seu papel mais conhecido, em “Pantera Negra”, ele representou no cinema vários pioneiros entre os negros americanos.

Começou com o primeiro jogador de beisebol negro, Jackie Robinson, no filme “42, a história de uma lenda”. Boseman foi uma revelação. Quase sempre em silêncio, ele passa a força do personagem.

Este ano, Boseman criou o programa “Operação 42”, o número com o qual Jackie Robinson jogava, para ajudar hospitais que servem à comunidade negra na pandemia.

Ele também representou o cantor James Brown, no filme de mesmo nome, e Thurgood Marshall, o primeiro juiz negro na Suprema Corte, em “Marshall: Igualdade e Justiça”.

Em 2016, Boseman foi diagnosticado com câncer de cólon no estágio 3, uma das fases mais avançadas. E foi aí, em meio a internações para cirurgias e quimioterapia, que a carreira dele decolou.

Foi quando a Marvel o escolheu para o papel de Pantera Negra no filme “Capitão América: Guerra Civil”.

Em 2018, o personagem ganhou seu próprio filme, “Pantera Negra”, um grande sucesso no mundo todo, que faturou mais de US$ 1 bilhão. Boseman é T’challa o rei de Wakanda, um país fictício na África.

Com roteirista, diretor e quase todos no elenco e na produção negros, o filme recebeu sete indicações ao Oscar, inclusive melhor filme. A crítica o considera o melhor entre os filmes de super-heróis e um marco na cultura negra.

Em entrevista à correspondente Sandra Coutinho, em 2018, o ator falou sobre o sotaque original que ele inventou para o personagem: “Para mim, esse foi o toque que trouxe a sensação de ancestralidade, de que ele não é um herói americano, europeu, é um herói africano. E foi ótimo ver a ideia se espalhar pelo resto do elenco”.

Quando a morte foi anunciada, o ator Denzel Washington, um incentivador da carreira de Boseman, escreveu: “Ele era uma alma gentil e um artista brilhante que vai ficar conosco pela eternidade através de suas atuações marcantes em uma carreira curta, mas ilustre”.

O ator Lázaro Ramos disse: “Obrigado por nos ajudar a sonhar mais um pouco e por sermos um pouco mais orgulhosos de quem somos”.

O advogado, filósofo e professor Silvio Almeida escreveu: “que sua vontade imensa de permanecer vivo em suas obras nos oriente”.

O ex-presidente Barack Obama lembrou a visita de Boseman à Casa Branca: “Ele era abençoado. Ser jovem, talentoso e negro, e usar esse poder para dar às crianças heróis para servir de modelo, e fazer isso em meio a tanta dor”.

Oprah Winfrey elogiou a grandeza do ator em meio a tantas cirurgias e quimioterapia: “Que coragem, que força, que poder. Isso é que é dignidade”.

Boseman deixa a saudação com os braços cruzados no peito que ele criou para o Pantera Negra: “Wakanda para sempre”.

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