Piauí

Governo do Estado combaterá violência doméstica na zona rural

De acordo com diretora da Cojuv, a falta de autonomia da mulher do campo é um dos aspectos que tornam sua situação mais vulnerável.

Em decorrência do aumento do número de casos de violência doméstica durante o período de pandemia, o Governo do Estado lançou, nesta quarta-feira (23), uma campanha que tem como objetivo o enfrentamento deste tipo de violência focando as mulheres do campo. O evento aconteceu virtualmente e foi transmitido pelo canal do Youtube da Secretaria de Agricultura Familiar (SAF) e pela plataforma Nestante.

“Queremos que essas informações cheguem a todos os municípios e às regiões mais distantes dos centros urbanos porque essa realidade, quando ocorre no campo, escapa das estatísticas. Infelizmente, as mulheres do campo continuam a ser as mais silenciadas e elas têm mais dificuldade na denúncia propriamente dita”, disse a secretária de Estado da Agricultura Familiar, Patrícia Vasconcelos.

Participaram do evento representantes de diversos movimentos sociais ligados ao campo como a Contag, a Fetag, a Cotap/Unisol, o Map, dentre outros. “O Brasil é muito carente de políticas públicas para as mulheres do campo. E só nós que vivemos lá sabemos o quanto isso nos violenta física, psicológica e economicamente. É muito positivo que nosso estado esteja tomando essa iniciativa”, explicou Mazé Morais, secretária da Contag.

Um dos órgãos parceiros na campanha é a Coordenadoria da Juventude do Estado do Piauí (Cojuv). A diretora de Política Social da coordenadoria, Ianara Evangelista, também é socióloga e já desenvolveu trabalhos com mulheres do campo. Ela explica que a campanha do governo do estado procura dar visibilidade para as questões destas mulheres, além de fortalecer relações comunitárias, sobretudo das jovens mulheres do campo.

De acordo com Evangelista, estas questões tornam a mulher do campo o centro de determinados contextos de vulnerabilidade. “Isso inclui o serviço doméstico que, muitas vezes, é realizado exclusivamente pelas mulheres, a invisibilidade do trabalho feminino que é um trabalho que não é reconhecido, o direito à terra, a falta de expectativa de futuro e a falta de autonomia delas no espaço familiar”, enumerou.

 

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