Cidade

Motoristas mantêm greve e pedem que prefeitura medie diálogo com empresários de ônibus

Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Transporte Rodoviário (Sintetro) decidiu apresentar uma proposta à Prefeitura municipal de Teresina

Em assembleia geral realizada na manhã desta sexta feira (26), o Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Transporte Rodoviário (Sintetro) decidiu apresentar uma proposta à Prefeitura municipal de Teresina, solicitando a intermediação dos diálogos entre a categoria e Setut. A ideia é tentar colocar fim ao impasse que motiva a greve, que já dura 18 dias.

De acordo com os trabalhadores, os empresários se recusam a assinar a convenção coletiva. Eles dizem que questões relacionadas ao salário e aos benefícios, como plano de saúde e tiquete alimentação, já estão pacificadas.

“A categoria decidiu pegar essa minuta da convenção coletiva de trabalho, levar até a Prefeitura, para que a Prefeitura medie junto aos empresários esse conflito que está exposto. A convenção coletiva não onera em nada os empresários, apenas regulamenta a prestação de serviços entre as partes”, explicou o secretário de previdência do Sintetro, Francisco Sousa.

Ainda de acordo com a categoria, entre os pontos que estão causando divergência com empresários está a compensação de horas extras, e também a intenção anunciada pelas empresa de diminuir o número de cobradores.

“A cada rodada de negociação eles apresentam uma proposta pior do que a outra. A gente entende que os empresários não estão querendo negociar com a classe trabalhadora e estão querendo repassar toda responsabilidade para o município”, disse.

O Sintetro também diz que os tralhadores estão dispostos a renegociar os valores do plano de saúde e dos tickets.

“A gente entende que a proposta que a Prefeitura apresentou pode não cobrir 100% dos benefícios, mas a gente pode discutir redução dos valores no ticket e no plano. A Prefeitura não é responsável por pagar nosso salário, quem tem que pagar são as empresas. Com os ônibus rodando, as empresas vão arrecadar o suficiente para pagar os valores, caso o repasse da Prefeitura não cubra”, destaca Francisco Sousa.

 

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